A 172ª rodada da Pesquisa CNT Opinião, em parceria com o Instituto MDA, traz um quadro apertado do segundo turno: no cenário estimulado Flávio Bolsonaro aparece com 46,8% das intenções de voto, ante 45,9% de Luiz Inácio Lula da Silva. Na consulta espontânea, em que os nomes não são apresentados, Flávio tem 45,6% e Lula 44,1%. As respostas em branco e nulo variam entre 4,9% (estimulada) e 5,2% (espontânea); os indecisos aparecem entre 2,4% e 5,0% conforme o método.

O levantamento foi realizado presencialmente entre 13 e 15 de outubro de 2026, com 2.014 entrevistas em 140 municípios, margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-00652/2026. Esses parâmetros tornam o empate técnico plausível: a diferença de 0,9 ponto percentual no cenário estimulado está dentro da margem apontada pela pesquisa.

Politicamente, a pesquisa acende alerta para ambos os lados. Para o governo, os números de avaliação são um sinal de desgaste: 37,8% avaliam a gestão como ótima ou boa (14,9% e 22,9%, respectivamente), enquanto a soma de ruim e péssimo chega a 39,5% — ou seja, a avaliação negativa supera a positiva em 1,7 ponto. Esse quadro reduz folga política e pode complicar a narrativa oficial em mobilizar eleitores indecisos e estimular comparecimento à urna.

Do ponto de vista eleitoral, o resultado destaca duas variáveis decisivas: a alta dispersão entre estimulada e espontânea e o estoque de votos de brancos, nulos e indecisos, ainda pequeno, mas capaz de definir o desempate em um pleito tão próximo. A foto atual não prevê desfecho, mas obriga campanhas a recalibrar estratégias de mobilização e mensagem nas semanas finais — com impacto direto no ritmo de alianças, recursos e pressão sobre bases regionais.