Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (15/9) aponta liderança de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no cenário de primeiro turno: 40,5% a 30,4%, diferença de 10,1 pontos. Outros nomes ficam dispersos — Augusto Cury 6%, Ronaldo Caiado 3%, Renan Santos 2,7% e Romeu Zema 1% — enquanto brancos e nulos somam 6% e os indecisos chegam a 7,5%. O levantamento ouviu 2.002 pessoas entre 9 e 13 de setembro; margem de erro de 2,2 pontos percentuais; registro TSE BR-06902/2026.

No confronto de segundo turno entre Lula e Flávio, o presidente aparece com 47,3% ante 40% do senador; brancos e nulos atingem 10,2% e 2,5% não souberam responder. Em comparação com a edição de agosto da CNT/MDA, Lula registra recuo de 0,7 ponto percentual no segundo turno, enquanto Flávio avança 0,9 ponto — alterações pequenas, mas que reduzem a folga anterior do presidente.

Os dados confirmam vantagem consistente para Lula, mas a combinação de crescimento relativo de Flávio e a presença relevante de brancos, nulos e indecisos acende alerta para a campanha petista. Esses eleitores voláteis representam margem de manobra que a oposição pode explorar com foco em mobilização e comunicação; do lado governista, a pesquisa amplia a pressão por intensificação de estratégia para consolidar a base e converter indecisos.

Tecnicamente, a diferença no segundo turno supera a margem de erro, indicando vantagem estatisticamente significativa para Lula neste levantamento. Ainda assim, a tendência de aproximação exige acompanhamento nas próximas sondagens: pesquisas são retratos do momento, não previsões definitivas. O resultado reforça que a corrida de 2026 seguirá polarizada e que a capacidade de reduzir votos em branco/nulo e conquistar os indecisos será determinante.