A pesquisa Correio/OPINIÃO Inteligência Política, realizada entre 30 de julho e 1º de agosto com 1.109 entrevistas, aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Distrito Federal. Na estimulada, Flávio tem 33,5% contra 32% de Lula — diferença dentro da margem de erro de 3,3 pontos — e os demais candidatos ficam numericamente distantes.
No levantamento espontâneo a configuração é similar: Lula aparece com 28,3% e Flávio com 26,7%, enquanto Ronaldo Caiado surge como a terceira opção, com desempenho mais relevante fora da polarização. A soma de indecisos e os que não declaram intenção de voto representa parcela expressiva do eleitorado local, reforçando que o quadro ainda tem volatilidade.
As simulações de segundo turno tornam o cenário mais preocupante para o campo governista. Lula perde para Flávio por 41,2% a 46,2% e é derrotado de forma ainda mais folgada por Caiado (36,8% contra 50,8%). No confronto com Romeu Zema a diferença é menor (40% a 42,4%), dentro da margem de erro. A pesquisa também mostra alta rejeição ao presidente: 46,1% dizem que jamais votariam nele, ante 37% que rejeitam Flávio.
O levantamento acende alerta político: o empate técnico no 1º turno e a derrota em simulações criam margem de pressão sobre a estratégia governista e expõem a necessidade de reduzir a rejeição e ampliar alianças. Trata‑se de um retrato do momento no DF, não de uma previsão definitiva, mas que complica a narrativa oficial e exige reação se o objetivo for preservar competitividade até 2026.