A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira revela uma disputa apertada pelo governo da Bahia. No cenário de primeiro turno, ACM Neto (União Brasil) aparece com 39% das intenções e Jerônimo Rodrigues (PT) com 38% — diferença dentro da margem de erro de três pontos. A presença de 13% de indecisos e 8% de brancos, nulos ou abstenções indica que o quadro ainda comporta movimentos relevantes até a eleição.

No confronto de segundo turno, ACM Neto amplia para 43% contra 39% de Jerônimo, com 11% de indecisos e 7% de brancos e nulos. O levantamento também mostra grau de definição moderado: 54% dos entrevistados dizem ter voto definitivo para governador, enquanto 44% admitem mudança. Esse nível de indefinição aumenta a importância de campanha, alianças regionais e mobilização no eleitorado.

Há um aparente contraste entre avaliação do Executivo e o desempenho eleitoral. A administração de Jerônimo registra 57% de aprovação e 34% de desaprovação; 52% dizem que o governador deveria permanecer no cargo. Ao mesmo tempo, 33% dos eleitores defendem 'mudar totalmente' os rumos do governo e 43% preferem 'mudar apenas o que não está bom' — sinal de insatisfações pontuais que podem ser exploradas pelos adversários.

Na disputa ao Senado, o PT lidera com Rui Costa em 22% e Jaques Wagner em 16%, enquanto outros nomes aparecem com percentual bem abaixo (Angelo Coronel e João Roma com 6% cada). O elevado contingente de indecisos (22%) e de votos brancos/nulos (24%) também deixa a corrida aberta. Vale destacar que 47% dos baianos preferem um governador aliado ao presidente Lula, ante 14% favoráveis a um aliado de Bolsonaro — dado que favorece candidaturas petistas em um pleito estadual.

A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre 23 e 27 de julho, com margem de erro de três pontos e registro BA-02331/2026. Para ACM Neto, o desafio é transformar vantagem pequena e volatilidade em base sólida de votos; para Jerônimo, a aprovação pública não se traduz automaticamente em folga eleitoral. O resultado reforça que a eleição na Bahia promete ser decidida por mobilização, definição de eleitores indecisos e disputa pela agenda local, com reflexos para a estratégia nacional rumo a 2026.