A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta (15/4) coloca o ex‑governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) em 3% das intenções de voto no cenário estimulado para o primeiro turno de 2026, empate técnico — dentro da margem de erro de dois pontos percentuais — com nomes como Augusto Cury (2%) e Renan Santos (2%). No levantamento, Flávio Bolsonaro (PL) lidera com 42%, seguido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% e Ronaldo Caiado (PSD) com 6%. O estudo ouviu 2.004 eleitores entre 9 e 13 de abril; registro BR‑09285/2026.

O recorte regional e por escolaridade reforça a fragilidade do nome do Novo: Zema chega a 4% no Sudeste e no Sul, 1% no Centro‑Oeste e Norte, e não pontua no Nordeste. Entre eleitores com ensino superior ele tem 5%; ensino médio registra 3% e ensino fundamental, 1%. Sobre conhecimento e rejeição, 18% afirmam conhecê‑lo e votar, 51% dizem não conhecê‑lo e 31% conhecem, mas não votariam.

Os números acendem alerta para a centro‑direita e para quem busca construir uma alternativa ao PL: a dispersão em patamares muito baixos indica falta de estrutura nacional, fraca penetração em regiões estratégicas e limitação em segmentos eleitorais cruciais. Mesmo em um cenário direto contra Lula, Zema soma 36% ante 43% do presidente — desempenho melhor, mas insuficiente para reverter a tendência de polarização entre Bolsonaro e Lula.

Politicamente, o retrato aponta para duas consequências concretas: primeiro, pressiona lideranças e partidos do campo não bolsonarista a decidir entre manutenção de candidaturas próprias ou tentativa de coalizão para evitar dispersão de votos; segundo, obriga Zema a acelerar ganho de visibilidade e presença em regiões e camadas com baixo reconhecimento. Trata‑se de um retrato do momento, não de uma previsão definitiva, mas os dados já desenham um desafio claro para quem pretende disputar espaço em 2026.