A segunda rodada de pesquisas do segundo turno começa na quinta-feira (15/10), com a divulgação de um novo levantamento do Datafolha — o primeiro entre os institutos a dar sequência aos levantamentos do embate final. Ao menos quatro institutos já registraram junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a intenção de ir a campo para sondar a disputa entre os candidatos que avançaram no primeiro turno.
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou à frente com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva, diferença de 1,87 ponto percentual que equivale a cerca de 2,2 milhões de votos. Essa margem apertada transforma as pesquisas em termômetros políticos: além de medir intenções, elas sinalizam tendência, mobilização e podem orientar mudanças táticas nas campanhas.
O calendário da reta final aperta as opções estratégicas. A propaganda eleitoral gratuita foi retomada em 9/10 e as campanhas podem atuar até a véspera da eleição. O dia 22/10 é o último para comícios e para impulsionamento pago nas redes; 23/10 encerra a propaganda gratuita em rádio e TV, anúncios pagos na imprensa escrita e também o período de debates em rádio e TV; no sábado (24/10), às 22h, termina o prazo para distribuição de material gráfico, caminhadas, carreatas e passeatas. Esses marcos reduzem o espaço para reverter desgastes ou consolidar ganhos.
Os debates sofreram impacto: o encontro previamente marcado na Record, no domingo (11/10), foi cancelado por “incompatibilidade de agendas dos candidatos”. Há outros debates agendados, mas o calendário e a confirmação definitiva ainda dependem de ajustes. Num cenário tão embolado, pesquisas que apontem oscilações ou consolidações de voto nas próximas semanas podem acender alerta para ambos os lados, obrigando mudanças de mensagem, mobilização e investimentos logísticos até o dia da votação.