A Polícia Federal apreendeu nesta quarta‑feira, 8 de julho, uma espingarda registrada em nome do ex‑presidente Jair Bolsonaro na residência de um homem em Cachoeirinha, no Rio Grande do Sul. Segundo relatos, o dono do imóvel — apontado pela CNN como proprietário de uma loja de armamentos — procurou espontaneamente a PF para entregar o equipamento. A apreensão ocorreu horas depois de uma operação de busca e apreensão na casa de Bolsonaro, em Brasília, onde o ex‑presidente está preso.
A ação em Brasília, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, durou cerca de uma hora e, segundo a corporação, não encontrou armamentos no endereço vistoriado. A etapa federal de verificação e recolhimento de armas vinculadas ao nome de Bolsonaro ganhou impulso nas últimas horas após uma blitz da polícia do Distrito Federal que parou um segurança do ex‑presidente e apreendeu uma pistola registrada em seu nome.
A espingarda apreendida em Cachoeirinha é apontada como o último item da relação de armas vinculadas ao ex‑presidente que ainda não havia sido recolhido. A sequência de ações — blitz no DF, busca em Brasília e entrega da arma no RS — provocou reação imediata no entorno político de Bolsonaro: o filho e senador Flávio Bolsonaro classificou a operação como “cortina de fumaça” em transmissão ao vivo, afirmando que a defesa já havia esclarecido a localização dos armamentos. O pré‑candidato Romeu Zema também criticou a iniciativa, chamando‑a de “extremamente suspeita” e questionando a atuação de Moraes.
Do ponto de vista político, a operação acende alerta sobre o controle do arsenal vinculado ao ex‑presidente e amplia o desgaste em torno da narrativa de segurança pessoal e transparência da defesa. Para além do impacto imediato nas redes bolsonaristas, a sucessão de medidas judiciais e operacionais tende a alimentar debates sobre responsabilidade, fiscalização e consequências institucionais — efeitos que podem repercutir na agenda política nos próximos meses.