A Polícia Federal informou que apreendeu R$ 2,8 milhões durante o primeiro turno das eleições, realizado no domingo. Do montante, R$ 520 mil foram encontrados em espécie; o restante foi contabilizado como bens. As ações ocorreram em 23 estados e no Distrito Federal, e tiveram como foco a prevenção e repressão de crimes eleitorais.

Até as 23h59 do dia de votação, a PF instaurou 49 inquéritos e lavrou 100 termos circunstanciados de ocorrência (TCs). Ao longo do dia, 204 pessoas foram conduzidas a delegacias para averiguação. Os principais ilícitos apontados no relatório foram compra de votos e propaganda eleitoral irregular, práticas que podem alterar dinâmica local de campanha e gerar contestações jurídicas.

O balanço anual divulgado pela corporação mostra que, só em 2026, já foram abertos 1.342 inquéritos sobre crimes eleitorais. A distribuição regional concentra-se no Rio de Janeiro (156), Maranhão (135), Ceará (120) e São Paulo (98), indicando pontos de maior incidência de investigação, segundo a PF. A corporação também disponibilizou um link público para acompanhamento das apurações em andamento.

O volume de apreensões e o número de procedimentos abertos acende alerta sobre a necessidade de fiscalização mais intensa no pleito e tende a ampliar a pressão sobre campanhas e partidos que atuam em áreas apontadas pela PF. Além do efeito jurídico, as medidas têm impacto político imediato: expõem vulnerabilidades, podem alimentar disputas judiciais pós-eleição e forçam uma resposta institucional sobre o controle do uso de recursos em campanhas.