A Polícia Federal cumpriu, na quinta-feira (18/6), 18 mandados de busca e apreensão na 9ª fase da Operação Compliance Zero, com ações na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. Em um dos endereços alvo, os agentes recolheram US$ 49 mil em espécie — cerca de R$ 250 mil — em uma apreensão que, segundo reportagem, ocorreu em local ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA).
A fase atual da investigação mira um suposto esquema bilionário de fraudes e corrupção envolvendo o Banco Master. Entre os alvos estão o próprio senador, que é líder do PT no Senado, e o ex-CEO do banco, Augusto Ferreira Lima. A PF trabalha com hipóteses que podem configurar, em tese, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro, conforme a apuração avança.
As apurações indicam que o parlamentar teria recebido vantagens — incluindo um apartamento em Salvador e montantes da ordem de R$ 3,5 milhões — em troca de atuação política. A força-tarefa busca elementos para determinar se houve favorecimento a medidas de interesse do banco, como a chamada "Emenda Master" e proposta para ampliar o limite do crédito consignado. Até o momento, a PF não confirmou se o valor apreendido está diretamente relacionado ao senador ou a outros investigados.
O caso já provoca impacto político: a operação acende alerta para a liderança do PT no Senado e amplia o desgaste em torno de figuras ligadas ao partido, mesmo enquanto dirigentes buscam minimizar os efeitos com declarações de confiança no esclarecimento dos fatos. A investigação segue em andamento e deve determinar se as evidências sustentam as imputações, com implicações potenciais para a agenda legislativa e a reputação de envolvidos, sem que haja, por ora, sentença ou conclusão definitiva.