A Polícia Federal abriu investigação sobre o ataque que feriu a vereadora Iara Pimentel (PT) durante um ato político em Montes Claros (MG). O diretor-geral da corporação confirmou que a parlamentar compareceu à delegacia local nesta manhã e prestou depoimento, e que há imagens do momento em que um objeto atingiu o carro de som em que ela participava.

Testemunhas relataram que o veículo foi alvo de garrafas, tijolos e outros projéteis lançados por apoiadores de candidatos adversários. A vereadora sofreu um ferimento no rosto, foi atendida pelo Samu e liberada após avaliação médica. Nas redes sociais, Iara denunciou o que classificou como violência política e de gênero, pedindo investigação rigorosa e responsabilização dos envolvidos.

Os fatos se inserem em um panorama mais amplo de tensão no segundo turno: balanço preliminar do Ministério da Justiça e Segurança Pública registrou 618 ocorrências eleitorais até as 19h do domingo, com 57 prisões em flagrante e 152 conduções. Minas Gerais aparece com o maior número de registros (91), seguido por Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso. Entre as práticas notificadas estão boca de urna, propaganda irregular, desordem e crimes eleitorais diversos.

Além do impacto imediato sobre a vítima, o episódio acende alerta sobre a segurança de atos eleitorais e amplia desgaste no ambiente político, num momento em que a polarização e a intolerância têm se refletido em episódios de violência. A investigação da PF terá papel central para atribuir responsabilidades e evitar que o caso se transforme em um sinal de impunidade. Do ponto de vista político, a repercussão pressiona autoridades locais e nacionais a adotar medidas mais firmes de proteção a candidatos e campanhas, e pode se tornar elemento de custo eleitoral para atores associados a ambientes de hostilidade.