A Polícia Federal confirmou ao Correio nesta terça-feira (27/10) o cancelamento dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A medida ocorre em meio a apurações sobre a suspeita de que o candidato derrotado no segundo turno, realizado no domingo (25), teria deixado o país em direção à Argentina.

Reportagens argentinas que ligaram o parlamentar ao país vizinho impulsionaram a repercussão. Investigadores tentam esclarecer se Flávio cruzou a fronteira e, a partir da Argentina, teria meios para seguir para os Estados Unidos. Apesar do cancelamento dos documentos, não há confirmação oficial de saída; aliados do senador negam qualquer fuga.

O episódio ganhou tom político hoje depois que o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) desafiou Flávio a divulgar um vídeo comprovando que permanece no Brasil e associou o caso a investigações envolvendo o advogado Willer Tomaz, alvo de medidas do STF. A combinação de relatos da imprensa estrangeira e dos questionamentos públicos aumenta a pressão sobre o entorno do ex-candidato.

Mais do que um ato burocrático, o cancelamento acende alerta político: restringe a mobilidade do senador e complica a narrativa oficial do PL sobre normalidade pós-eleitoral. Mesmo sem provas de deslocamento, a situação expõe contradições e força o partido a reagir rapidamente para evitar desgaste eleitoral e institucional.