A Polícia Federal comunicou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que nenhuma arma ou outro bem foi apreendido durante a operação realizada na quarta‑feira (8/6). A ação, autorizada por Moraes, tinha o objetivo de certificar o paradeiro de armamentos — entre eles pistolas e fuzis das marcas Glock e Caracal — registrados em nome do ex‑presidente Jair Bolsonaro. Segundo apuração do Correio Braziliense, o resultado foi formalmente informado ao relator do caso.
A determinação do ministro decorreu de uma suposta “inconsistência” entre os registros oficiais e as informações apresentadas pela defesa sobre a localização de uma das armas. A defesa afirma que uma espingarda calibre 12 da marca Maestro Arms Company está sob custódia de uma empresa importadora em Caxias do Sul desde a aquisição. Moraes ressaltou, ao autorizar a medida, que a inviolabilidade do domicílio não é absoluta e não pode servir para resguardar objetos essenciais à investigação.
O episódio ocorre no contexto das medidas que prorrogaram a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro e exigiram a entrega de todo o acervo de armas registradas em seu nome, além da revogação do porte e do registro de CAC. A defesa declarou que duas armas foram entregues à PF em abril de 2023; outras oito estariam sob custódia do Batalhão de Polícia do Exército — seis delas foram repassadas à corporação federal na segunda‑feira (6/6). Permanecem sem localização uma pistola Glock 9 mm e a espingarda Maestro apontada pela defesa.
A ausência de apreensões na casa não encerra a apuração e mantém sob pressão a explicação sobre onde efetivamente estão os armamentos. Para o relator, a verificação era necessária para dirimir contradições e garantir o cumprimento das decisões judiciais. A PF já informou o resultado e a investigação seguirá, com possibilidade de novas diligências para localizar as armas indicadas nos autos.