A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira (18/6) a 9ª fase da Operação Compliance Zero, cumprindo 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os alvos estão o senador Jaques Wagner (PT), que é líder do governo no Senado, e o banqueiro Augusto Lima, controlador do Banco Pleno.
Além das buscas, o juízo determinou medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de contato entre investigados, suspensão de passaportes e a possibilidade de monitoramento eletrônico. A Polícia Federal informou que as diligências visam esclarecer a atuação dos suspeitos em esquema que, em tese, pode configurar corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
O fato de a investigação atingir o líder do governo no Senado amplia a dimensão política da operação. A presença de prerrogativa de foro entre os investigados e a intervenção do STF colocam a agenda legislativa do Executivo sob pressão e dão margens a questionamentos sobre a capacidade do Planalto de preservar interlocução estável com o Congresso.
Do ponto de vista institucional, a operação reforça a necessidade de explicações públicas e aumenta a expectativa por desdobramentos judiciais. Ainda sem condenações, o caso tende a alimentar disputas políticas e a exigir respostas do núcleo de governo e dos envolvidos, enquanto as apurações seguem em curso.