A Polícia Federal identificou mais diretores do BRB ligados ao inquérito conhecido como 'Master' e determinou novas diligências. Segundo a corporação, a medida visa colher depoimentos de executivos e dirigentes do banco que ainda não foram ouvidos, etapa considerada essencial para aprofundar as linhas de investigação.
O avanço do procedimento sugere que as apurações não estão encerradas e podem se ampliar em termos de pessoas ou documentos a serem analisados. A decisão da PF vem na esteira de documentos e elementos já reunidos no caso e transforma depoimentos pendentes em prioridade operacional para a investigação.
Politicamente, o movimento acende alerta sobre a governança do BRB, instituição pública com impacto direto na gestão do Distrito Federal. A expectativa é de aumento da pressão sobre a direção do banco e sobre o governo local, que terá de responder a questionamentos sobre controles internos, transparência e eventuais falhas administrativas.
Do ponto de vista institucional, novas diligências e o colhimento de depoimentos podem ampliar o alcance das investigações e prolongar o escrutínio público. Para aliados e adversários, os próximos passos — prazos de oitiva, eventual convocações e resultados das diligências — serão interpretados como indicadores do grau de desgaste e do ritmo de resolução do caso.