A Polícia Federal concluiu o inquérito que investigou supostas fraudes e desvios de recursos no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá e indiciou dois alvos centrais: Bruno Chaves Pinto, suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP), e Marcello Linhares, atual superintendente regional do órgão no estado.

Segundo o relatório da PF, Bruno Chaves foi flagrado deixando uma agência bancária após efetuar um saque de R$ 350 mil e embarcar em um veículo registrado em nome de parentes do senador. A investigação o aponta como integrante de um grupo que teria atuado para direcionar contratos públicos. Foram atribuídos a ele os crimes de associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa.

Marcello Linhares, por sua vez, foi indiciado por organização criminosa, violação de sigilo funcional e fraude à licitação, de acordo com a PF. O relatório final foi encaminhado à 4ª Vara Federal em Macapá, onde tramita o processo, e segue o rito normal: cabe agora ao Ministério Público avaliar as provas e decidir sobre a oferta de ação penal.

A assessoria de Davi Alcolumbre afirmou que o senador não interfere em decisões administrativas do Dnit e defendeu a responsabilização rigorosa de eventuais envolvidos, caso a apuração confirme desvios. Até a publicação, as defesas de Bruno Chaves e de Marcello Linhares não haviam se manifestado. Politicamente, o indiciamento traz risco de desgaste para o entorno do parlamentar, que terá de responder a perguntas sobre a proximidade com pessoas implicadas enquanto o caso avança na esfera penal.