A Polícia Federal marcou para 7 de agosto o depoimento do senador Jaques Wagner (PT-BA) no inquérito que apura supostas relações entre familiares, empresas ligadas ao parlamentar e o extinto Banco Master. A oitiva foi determinada no âmbito de investigação autorizada pelo ministro do STF André Mendonça. Além da convocação, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão e houve aplicação de medidas que restringem atividades econômicas do senador.

Segundo a PF, os elementos reunidos apontam para o possível recebimento de vantagens econômicas indevidas, direta ou indiretamente, por meio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao banco controlado por Daniel Vorcaro. A investigação também cita contatos frequentes entre o senador e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master, apontado como operador de algumas das operações sob apuração.

O caso ganha dimensão política porque Wagner foi líder do governo no Senado — posição que o aproximou da condução de pautas legislativas do atual Executivo. Mesmo sem condenação, a investigação expõe o senador a desgaste político e abre espaço para questionamentos sobre transparência e integridade, com potencial de repercutir na imagem do PT e nas relações parlamentares.

A oitiva de agosto será um momento-chave para esclarecimentos formais; até lá, o desenho do processo deverá influenciar pressões de oposição e pedidos por mais explicações de aliados. O desfecho dependerá das provas que a PF e, posteriormente, o Judiciário consolidarem nos próximos passos da apuração.