A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (12/5), uma operação contra o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), investigado por suspeitas de irregularidades em contratos celebrados quando ele comandava a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (Seapa). A ação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, inclui 12 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Segundo a PF, os contratos sob apuração somam cerca de R$ 200 milhões e envolvem serviços de castração e esterilização de animais. A corporação aponta indícios de superfaturamento e direcionamento de licitações para empresas específicas, e busca identificar a possível existência de uma organização articulada para beneficiar fornecedores em processos públicos. Durante as diligências, o parlamentar foi abordado no Aeroporto Santos Dumont e teve o celular apreendido para análise de comunicações.
A investigação se insere num movimento mais amplo de apurações sobre contratos públicos firmados por secretarias estaduais nos últimos anos. Politicamente, a operação acende alerta para o PSDB e amplia desgaste em torno da figura do deputado: mesmo sem denúncia formal até o momento, a exposição pública das diligências tende a complicar sua articulação parlamentar e a aumentar pedidos de esclarecimento por parte da oposição e da sociedade.
A defesa de Marcelo Queiroz ainda não se manifestou oficialmente; o espaço está aberto para posicionamentos. Além do impacto eleitoral e reputacional, a apuração levanta questões centrais sobre controle de gastos e responsabilidade fiscal na administração pública, que dependem agora da conclusão das investigações e da eventual responsabilização dos envolvidos.