A Polícia Federal informou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, que o material original contido no celular do banqueiro Daniel Vorcaro permanece nas instalações da corporação, com cadeia de custódia documentada, lacres intactos e mecanismos de verificação da integridade digital. Em comunicado, a PF disse dispor da capacidade técnica para produzir e encaminhar cópia idêntica da extração aos gabinetes que a solicitarem, observando decisões da Corte e regras de sigilo.

A corporação também afirmou que a cópia dos dados encaminhada em março ao ministro André Mendonça não corresponde ao material original, que nunca saiu da custódia da PF. A declaração reacende pedidos já feitos por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin para acesso integral ao conteúdo extraído do iPhone 17 Pro apreendido, numa disputa que avança por ofícios e prazos formais.

Mendonça, por sua vez, alegou que todo o material necessário ao julgamento de terça-feira está disponível aos ministros e advertiu que nova liberação poderia tumultuar o julgamento e prejudicar as investigações. Ele informou dispor de uma cópia de segurança em disco rígido criptografado, mantida lacrada. Moraes afirmou ter identificado escolha seletiva na retirada do sigilo e pediu acesso imediato a todos os documentos relacionados ao caso.

O confronto sobre o acesso às informações ocorre às vésperas da sessão marcada para 15 de setembro e amplia desgaste institucional do Supremo. A ênfase da PF em manter o original sob custódia reduz alegações de extravio ou manipulação, mas a disputa pelo acesso tende a acender alerta sobre consequências políticas e jurídicas, pressionando ministros e influenciando o clima do plenário.