A Polícia Federal divulgou relatório sobre ocorrências no segundo turno e registrou 86 casos relacionados a possíveis crimes eleitorais. Do total, 38 envolvem suspeitas de violações ou tentativas de violar o sigilo dos votos; houve 24 ocorrências de propaganda eleitoral irregular, oito registros de desordem nos trabalhos eleitorais e seis de desobediência. Em procedimentos, a PF instaurou 13 inquéritos policiais e lavrou 64 termos circunstanciados, com seis flagrantes ainda em análise.
As ocorrências foram distribuídas por 21 unidades da federação, com maior concentração na Paraíba (11), Minas Gerais (9) e Sergipe (8). Em contagem preliminar, as ações do turno resultaram na apreensão de R$ 41.420 em bens e valores — incluindo R$ 4.157 em espécie — além de celulares, equipamentos de informática e de som. Os números compõem um contexto mais amplo: até as 9h30 do dia 26 a PF contabilizava 1.629 inquéritos relacionados a crimes eleitorais em 2026 e 2.483 procedimentos em andamento.
O volume de registros e as apreensões — que, no acumulado do ano, somam quase R$ 52 milhões em bens e valores, sendo R$ 31 milhões em dinheiro — trazem implicações políticas e institucionais. Os dados reforçam a necessidade de investigação rápida e transparente e tendem a alimentar o debate sobre segurança das urnas eletrônicas e fiscalização das campanhas. Para autoridades e partidos, os números representam risco reputacional e geram pressão por respostas concretas da Justiça Eleitoral e da própria PF.
Há ainda 104 inquéritos em andamento relacionados à violência política contra a mulher, o que adiciona dimensão de gênero às investigações eleitorais. Os dados são dinâmicos e podem ser atualizados com novas ocorrências; cabe às autoridades avançar na apuração sem posturas que politizem os resultados preliminares. A consequência política imediata é clara: faltam respostas rápidas que devolvam confiança ao eleitor e evitem que incidentes locais se transformem em narrativa nacional sobre fragilidade do processo.