O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), criticou nesta quarta-feira (9/9) decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça que beneficiaram investigados no caso das fraudes no INSS. Pimenta apontou como graves a revogação da prisão preventiva do ex-procurador do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e a retirada do monitoramento eletrônico do ex-presidente do INSS José Carlos Oliveira.
As decisões foram justificadas no âmbito do processo pela corte com o argumento de que, com o avanço das investigações e a conclusão de diligências relevantes, teria diminuído a necessidade de medidas mais drásticas. Em contraponto, Pimenta relacionou os nomes aos supostos elos entre INSS, Conafer e Banco Master, citando ainda Daniel Vorcaro e integrantes da família Bolsonaro, e afirmou que as movimentações do ministro do STF buscam impedir o avanço das apurações.
A acusação de parcialidade por parte de um integrante da base de governo amplia o clima de tensão institucional. Do ponto de vista político, a fala de Pimenta acende alerta sobre a condução das investigações e coloca o STF no centro do debate, gerando questionamentos sobre se decisões judiciais podem influir no ritmo e no alcance das apurações.
Pimenta disse que as medidas devem ser denunciadas e que continuará cobrando explicações. A contestação pública eleva a pressão política sobre Mendonça e reforça a disputa entre atores institucionais — um cenário que, na prática, pode dificultar a transparência dos procedimentos e aumentar a dimensão política de um caso originalmente policial.