O líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), cobrou nesta quinta-feira que o Supremo Tribunal Federal determine a abertura integral dos sigilos relativos às apurações no centro da crise institucional. Segundo Pimenta, apenas a divulgação completa evitaria a percepção de tratamento seletivo e devolveria algum grau de confiança à sociedade; ele citou investigações sobre o INSS, o Banco Master e, se necessário, o inquérito das fake news, e pediu atuação firme do presidente do STF, Edson Fachin.

Pimenta advertiu que fornecer informações de maneira parcial pode aprofundar a crise e alimentar narrativas de direcionamento nas apurações. Para o deputado, os casos precisam seguir e ser concluídos independentemente das pessoas envolvidas, com acesso da imprensa e da sociedade ao andamento dos processos, porque a demora agrava a deterioração institucional.

Além do pedido por transparência, Pimenta fez críticas à atuação do Judiciário que, na sua avaliação, vem funcionando como uma espécie de blindagem a políticos e aliados. Citou episódios ligados a Flávio Bolsonaro, Queiroz e Adriano da Nóbrega como exemplos que justificariam reformas, entre elas a discussão de um código de ética para impedir que parentes de ministros atuem em tribunais superiores ou no Tribunal de Contas da União.

A reivindicação do líder do governo joga pressão direta sobre o STF e acende alerta sobre o desgaste das instituições. Se aceita, a medida pode reduzir suspeitas de seletividade; se recusada, tende a ampliar o confronto entre Poderes. Para o governo, a defesa da publicidade nas apurações é também uma tentativa de conter perdas políticas, mas a iniciativa exigirá equilíbrio para evitar a politização das investigações e preservar o devido processo.