O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o partido trabalha para criar condições que permitam a candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao Senado. Segundo ele, a entrada de Michelle na disputa é vista internamente como um trunfo eleitoral: “Ela é a mulher com mais possibilidade de votos hoje”, declarou Valdemar ao Correio.
A movimentação do PL surge em paralelo à expectativa de que Michelle participe da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo partido. A estratégia busca agregar eleitorado feminino e reforçar a base bolsonarista, mas também escancara uma prioridade do PL em montar um arco de alianças centrado na família Bolsonaro.
Valdemar apontou, porém, um entrave prático: os cuidados com Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar e tem problemas de saúde, e limitações impostas pela Justiça. Conforme o presidente do partido, essa situação imped glosa que Michelle possa se dedicar integralmente a atos de campanha em outros estados, e o PL afirma buscar soluções para contornar a questão sem detalhar alternativas.
Michelle tem mantido postura discreta sobre pretensões eleitorais. Ela deixou a presidência do PL Mulher em dezembro de 2025, citando a necessidade de cuidar do marido, e declarou publicamente que não anunciou desejo de ocupar cargos eletivos. Para o PL, viabilizar sua candidatura seria ao mesmo tempo um ganho simbólico e um desafio logístico e jurídico que pode pesar na estratégia do partido para 2026.