A divulgação de uma imagem em que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro aparece ao lado de Luiz Phillipi da Costa de Oliveira, conhecido como 'Sicário' e alvo de investigação da Polícia Federal na Operação Compliance Zero, levou lideranças do PL a reagir publicamente em sua defesa. Aliados passaram a sustentar que um registro fotográfico em evento público não demonstra vínculo ou participação em eventuais ilícitos.

No discurso adotado por representantes do partido no Congresso a linha foi a mesma: relativizar o impacto político e apontar que políticos são fotografados com simpatizantes sem a possibilidade de verificar antecedentes. Parlamentares chegaram a levantar dúvidas sobre a origem e a autenticidade do material, enquanto orientações internas privilegiam a contenção para não alimentar novas controvérsias.

O episódio se soma a uma sequência de desgastes enfrentados pela campanha nas últimas semanas — entre eles questões em torno de áudios relacionados ao banqueiro Daniel Vorcaro, dissidências no campo bolsonarista e embates envolvendo figuras ligadas ao núcleo presidencial. Nos bastidores, aliados admitem preocupação com a possibilidade de surgir mais conteúdo capaz de ampliar o desgaste, sobretudo numa fase em que trocas de candidatura tendem a ficar mais difíceis após as convenções.

A estratégia do PL, segundo interlocutores, será reforçar a narrativa de ataque político e concentrar esforços públicos na defesa do senador. Politicamente, o acúmulo de incidentes impõe custo de atenção e recursos: além de aumentar a vigilância sobre a campanha, fragiliza a margem de manobra do partido para responder a novos episódios sem que a imagem do presidenciável seja repetidamente questionada.