A bancada do Partido Liberal (PL) na Câmara reagiu imediatamente à condenação do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta quarta-feira (17/6), o líder da legenda, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), classificou a decisão, em entrevista ao Correio, como mais um episódio de perseguição política associado ao ministro Alexandre de Moraes.
A resposta do PL veio em bloco e com tom explícito de contestação ao Judiciário, sinalizando que a questão não ficará restrita às instâncias jurídicas. Ao definir o veredito como perseguição, a bancada busca traduzir a sentença em argumento político, potencialmente útil para mobilizar a base e marcar posição perante aliados e adversários no Congresso.
Do ponto de vista institucional, o episódio amplia a tensão entre uma parte relevante do Legislativo e o Supremo. Mesmo sem contestar o mérito do processo, a narrativa do PL tende a complicar o ambiente de negociação parlamentar e a reforçar disputas sobre limites entre prerrogativas políticas e atos judiciais — um tema sensível para a estabilidade das instituições.
A reação oficial do PL deixa claro que o caso terá desdobramentos no circuito político. Resta observar se a estratégia de transformar a condenação em tema de disputa pública surtirá efeito eleitoral ou se ampliará o desgaste institucional, abrindo nova frente de conflito entre o partido e a Suprema Corte.