O PL ampliou a lista de nomes avaliados para a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro com a entrada da deputada Clarissa Tércio (PP-PE). A movimentação amplia o leque feminino e evidencia uma estratégia clara: combinar representatividade de gênero, apelo evangélico e força regional para tentar furar a resistência histórica ao bolsonarismo no Nordeste.
Fontes da pré-campanha dizem que o tema não é tratado como urgente, mas a inclusão do nome de Clarissa responde a um critério prático da articulação política. A parlamentar reagiu com cautela ao ser lembrada, reafirmando afinidade com pautas conservadoras — fé, família e liberdades — e reiterando apoio à candidatura de Flávio como continuidade do legado do ex-presidente.
A escolha busca ampliar a presença da chapa no Nordeste.
Politicamente, a movimentação tem dois objetivos: ampliar capilaridade entre evangélicos e ocupar espaço no Nordeste, onde a direita enfrenta dificuldades eleitorais. Clarissa soma ao perfil religioso um DNA regional: é filha de liderança evangélica em Pernambuco e tem trânsito em circuitos religiosos que contam nas bases locais.
O movimento também reflete o peso dos Progressistas na costura do futuro palanque. A sigla busca emplacar um nome que ajude a garantir tempo de TV, recursos e estrutura de campanha. Outros nomes avaliados — como Simone Marquetto e Tereza Cristina — representam vetores distintos (ponte entre católicos e evangélicos; apoio do agronegócio e experiência administrativa), e a escolha terá impacto direto na estratégia de alianças estaduais.
Na avaliação eleitoral, o aceno a uma vice nordestina e evangélica pode ampliar a penetração da chapa em regiões-chave, mas também traz risco de ampliar resistências entre eleitores moderados e urbanos. A aposta é pragmática: converter mobilização religiosa e presença regional em palanques mais sólidos para 2026. Para o PL, a peça testada agora precisa provar que reduz o custo político de atrair novos votos sem fragmentar apoios necessários nas bases estaduais.
O recorte religioso e feminino faz parte do cálculo para aumentar capilaridade eleitoral.