Ativistas da comunidade LGBTQIAPN+ tiveram a ação impedida por policiais legislativos na manhã deste domingo (28/6), Dia do Orgulho. Segundo relatos dos participantes e da Agência Brasil, uma bandeira de 50 metros levada por cerca de 20 pessoas foi repreendida no gramado em frente ao Congresso Nacional pouco depois de ser totalmente estendida. O ato foi descrito pelos organizadores como pacífico e previamente informado.

O ativista e pré-candidato a deputado distrital Michel Platini afirmou que os policiais agiram de forma violenta e que os manifestantes se ajoelharam para mostrar que estavam desarmados e sem intenção de confronto. “A Constituição garante que a gente realize uma manifestação pacífica e a gente informou com mais de 24 horas de antecedência”, disse Platini, conforme depoimento publicado pelos participantes do ato.

Organizações como o Grupo Estruturação e o Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos, do qual Platini é membro, anunciaram que apresentarão representação na Câmara dos Deputados e requisitarão investigação sobre a atuação dos policiais legislativos. Platini também comparou a repressão ao tratamento dado pelo Congresso a atos de 8 de janeiro de 2023, declaração que foi registrada pelos presentes como crítica à seletividade na aplicação de medidas de controle.

O deputado distrital Fábio Félix (PSOL), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Distrital do DF, registrou nas redes sociais que a bandeira de 50 metros acabou sendo estendida posteriormente no Eixão do Lazer. O Correio Braziliense informou ter procurado a assessoria de comunicação da Câmara dos Deputados e aguarda posicionamento. O episódio expõe tensão entre prerrogativas de segurança do Parlamento e o direito de manifestação, e pode gerar desgaste político e pedidos de apuração sobre critérios de atuação da polícia legislativa.