A posse para o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice Geraldo Alckmin foi marcada para 5 de janeiro de 2027, conforme estabelecido pela Emenda Constitucional nº 111, de 28 de setembro de 2021. A alteração rompe com a rotina introduzida pela Constituição de 1988, que fixava 1º de janeiro como data inaugural; antes de 1988 o rito ocorria em 15 de março.

Com a mudança, os governadores e vices eleitos assumem no dia 6 de janeiro, o que viabiliza a presença das autoridades estaduais na cerimônia presidencial em Brasília — um conflito de agendas que existia quando as posses coincidiam. A solenidade mantém o protocolo tradicional, com desfile em carro aberto e recepção na rampa do Congresso.

O impacto é ao mesmo tempo prático e simbólico. Do ponto de vista logístico, a separação de datas reduz choques de agenda e facilita a organização oficial; do ponto de vista político, a presença ampliada dos governadores na cerimônia federal pode tornar a posse um palco de articulação entre o Planalto e lideranças estaduais, com efeitos na visibilidade e nas costuras de alianças regionais.

O calendário parlamentar permanece inalterado: deputados e senadores tomam posse em 1º de fevereiro, quando também são eleitas as Mesas da Câmara e do Senado. A mudança para 2027 testará rotinas institucionais e cerimoniais; o juízo definitivo sobre custos, benefícios e eventual impacto político só poderá ser feito após a execução prática do novo arranjo.