O Progressistas (PP) decidiu por maioria permanecer neutro no processo eleitoral e não convocar Convenção Nacional para deliberar sobre alianças. A posição, tomada após consulta aos diretórios estaduais, foi comunicada nesta sexta-feira e, segundo a sigla, acatada pela líder do partido no Senado, a senadora Tereza Cristina (PP-MS).

A resolução do PP tem efeito imediato sobre as articulações que vinham sendo costuradas nos bastidores: a neutralidade inviabiliza a formalização da candidatura de Tereza Cristina como vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O convite, anunciado por Flávio e noticiado pela imprensa, perde a base partidária necessária para avançar.

No entorno do PP havia entendimento dividido: parcelas da direção defendiam aproximação com o bolsonarismo, mas prevaleceu a tese de preservar autonomia para negociações estaduais e evitar amarras nacionais. Para os caciques da federação, manter independência amplia espaço tático e protege acordos locais.

Politicamente, a decisão representa um revés para a estratégia de Flávio Bolsonaro, que fica sem a articulação anunciada e terá de testar alternativas — inclusive a hipótese de chapa 'puro sangue' do PL com uma mulher na vice, segundo líderes do partido. A neutralidade do PP reabre a disputa por alianças e impõe recalibração na montagem da campanha rumo a 2026.