Começa nesta segunda-feira (20) o prazo para que partidos políticos realizem suas convenções, uma etapa central do calendário eleitoral. Até 5 de agosto as legendas devem escolher candidatos a governador, vice, senador e suplentes, além de deputados federais, estaduais e distritais, e encaminhar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) as informações exigidas pelo sistema.
O envio dos registros será feito pelo Módulo Externo do Sistema de Candidaturas (CANDex), pela internet. Nas convenções também são sorteados os números com que os candidatos concorrerão: o partido pode manter o número de legenda usado na eleição anterior, e candidatos podem preservar o número usado antes para o mesmo cargo. A convenção nacional trata das chapas para presidente e vice ou da participação em coligações em âmbito nacional.
Mais do que formalismo, o calendário pressiona negociações internas e interpartidárias. O limite de datas concentra decisões sobre alianças e distribuição de vagas, forçando acordos que podem refletir cálculo eleitoral imediato ou gerar fissuras em bancadas e diretórios. Para líderes, o desafio é traduzir acordos em unidade antes do registro final no TSE.
Do ponto de vista administrativo, a exigência do CANDex impõe disciplina técnica: prazos, consistência das informações e logística de transmissão tornam-se fatores decisivos para evitar impugnações ou problemas de registro. Politicamente, a etapa marca o início público da disputa — quando escolhas estratégicas, números e coligações passam a moldar a narrativa das campanhas para 2026.