Termina às 19h deste sábado o prazo legal para que partidos, federações e coligações protocolem na Justiça Eleitoral os pedidos de registro das chapas e candidaturas que disputarão as eleições gerais de 2026. O rito abrange disputas à Presidência, governos estaduais, Senado e a Câmara — federal, estadual e distrital — e está previsto na Lei das Eleições e nas normas do TSE.
O registro formaliza as escolhas feitas nas convenções realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto e é feito por meio do CANDex, sistema que consolida dados de partidos e concorrentes. Até a manhã de sexta-feira, oito pedidos para a Presidência já haviam sido entregues ao TSE, número que pode crescer até o encerramento do prazo. Depois do protocolo, os tribunais iniciarão a análise documental e a verificação de condições de elegibilidade.
Além de confirmar nomes, o sábado encerra outros prazos relevantes: é o último dia para a abertura da conta bancária exclusiva para doações de pessoas físicas e para a comunicação ao TSE dos critérios de uso de recursos já recebidos. A partir de domingo, começa oficialmente a propaganda eleitoral, inclusive em ambiente digital, sujeita aos limites fixados pela legislação.
O fechamento do registro tende a aumentar a pressão sobre partidos despreparados e a abrir espaço para impugnações e notícias de inelegibilidade. Cabe ao TSE e aos TREs conduzir a fiscalização com agilidade e rigor para evitar disputas jurídicas prolongadas que possam contamin ar a fase de propaganda. Para as campanhas, o desafio agora é transformar formalidades em estratégia sem deixar vulnerabilidades técnicas ou contábeis expostas.