Começa nesta segunda-feira o prazo para que cidadãs e cidadãos aptos a votar nas eleições de 2026 emitam o título de eleitor, atualizem dados cadastrais, transfiram domicílio eleitoral ou resolvam pendências com a Justiça Eleitoral. O prazo vai até 6 de maio, antes do início do bloqueio estabelecido pela Lei nº 9.504/1997, que determina o encerramento do registro de eleitores 150 dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

A partir de 7 de maio, o cadastro será fechado para novas solicitações relacionadas à votação — uma barreira que elimina manobras de última hora e impõe rotina a campanhas e organizações que fazem trabalho de base. A exigência legal visa impedir mudanças tardias no eleitorado, mas também remete à necessidade de organização antecipada por parte de partidos, movimentos e do próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O prazo para regularização vai até 6 de maio; depois disso o cadastro fica fechado conforme a lei eleitoral.

Quem tiver o título cancelado ou irregular ficará impedido de votar e sujeito às restrições previstas em lei. O alistamento é obrigatório a partir dos 18 anos; para jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 e analfabetos o voto é facultativo. A emissão do documento exige documento oficial com foto e comprovante de residência; homens que completam 19 anos no ano do alistamento precisam apresentar quitação do serviço militar.

O pedido pode ser feito pelo Autoatendimento Eleitoral no portal do TSE ou presencialmente em cartórios e postos da Justiça Eleitoral. Nos casos realizados on-line, a coleta biométrica deverá ser efetuada presencialmente depois. A logística de atendimento e a capacidade dos cartórios para processar casos pendentes serão determinantes nos próximos dias.

Politicamente, o calendário acende um ponto de atenção: a janela até 6 de maio é a última oportunidade para incorporar eleitores jovens, migrantes internos ou cidadãos em situação irregular, cujo voto pode pesar em disputas locais e estaduais. A exigência de documentos e a necessidade de biometria presencial criam um desafio prático que tende a beneficiar campanhas com estrutura para mobilização e deixa margem para perdas de participação se a comunicação e o atendimento falharem.

Procura-se atenção de eleitores e organização das campanhas, porque a janela restante é a última chance para garantir participação nas urnas em outubro.