Pré-candidatas ao Senado pelo Distrito Federal do campo progressista se somaram a um ato em favor da redução da jornada 6x1 nesta sexta-feira (1/5). O protesto, promovido por movimentos de esquerda, ocorreu no Eixão Sul, nas proximidades da SQS 106, e teve como foco a mobilização em torno das condições de trabalho e da pauta sindical.
A senadora Leila Barros (PDT-DF), que busca reeleição, comprometeu-se a levar a reivindicação ao Congresso e ressaltou a sobrecarga que recai sobre as mulheres, citando a combinação entre emprego formal e tarefas domésticas que agrava a jornada. Em seu discurso, ela associou a luta pela redução de escalas à defesa de igualdade salarial e direitos trabalhistas.
A deputada Érika Kokay (PT-DF) usou o ato para remeter à história das lutas trabalhistas, citando episódios do final do século XIX, e atacou a postura de parcela do Congresso, que, segundo ela, age contra os interesses populares e pode pagar o custo nas urnas neste ano. Kokay também criticou a derrubada dos vetos presidenciais ao projeto da dosimetria — decisão que, por 318 a 144 na Câmara e 49 a 24 no Senado, pode reduzir penas de réus do 8 de janeiro, inclusive a do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O encontro funciona, além de mobilização social, como sinal político: candidatas transformam uma pauta trabalhista em tema de campanha e pressionam parlamentares num momento em que o Congresso vem aprovando medidas controversas. Para o governo e para as bancadas, a articulação expõe uma tensão entre necessidade de diálogo com movimentos e o custo político de decisões que afetam percepção pública sobre Justiça e direitos dos trabalhadores.