O relatório do representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, que sugere a imposição de 25% sobre uma lista de produtos importados do Brasil provocou reação imediata de pré-candidatos à Presidência. No mesmo dia, nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) deram declarações públicas, parte delas na 21ª Megaleite, em Belo Horizonte.

Ronaldo Caiado associou a ameaça de tarifas a uma mudança na condução da política externa, que, segundo ele, teria perdido o caráter de Estado e se tornado orientada por decisões de governo. O ex-governador pediu a retomada do diálogo com os EUA e ressaltou a importância estratégica do Brasil na produção agrícola e em reservas minerais, lembrando a presença de insumos raros no país.

Romeu Zema fez crítica na mesma direção, responsabilizando o governo por um distanciamento de parceiros ocidentais em favor de aproximações com regimes autoritários, e cobrou reaproximação diplomática e comercial. No evento agrícola, figuras do campo e políticos, como Flávio Bolsonaro, também marcaram presença enquanto a discussão sobre medidas protecionistas ganhava espaço.

Augusto Cury adotou posição distinta ao defender uma política de reciprocidade caso os EUA avancem com novas tarifas. Do lado da oposição, houve quem avaliasse que o episódio pode favorecer o discurso do presidente em exercício. Politicamente, o episódio amplia desgaste e complica a narrativa oficial sobre inserção internacional, ao mesmo tempo em que pressiona por ajuste na estratégia diplomática antes da disputa de 2026.