O prefeito de Guanhães (MG), Evandro Lott Moreira (Republicanos), preso em 1º de abril por violência doméstica, foi afastado do cargo no dia 7 de abril por decisão judicial e agora responde a investigação por improbidade administrativa. A 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais decretou o afastamento cautelar por 90 dias e proibiu o acesso do gestor às dependências e aos sistemas da prefeitura.
O Ministério Público de Minas Gerais solicitou a medida após reunir indícios de que escavadeiras e caminhões contratados pela Prefeitura teriam trabalhado em uma propriedade rural do prefeito na mesma data em que os pagamentos foram registrados como obras públicas. A apuração incluiu documentos, registros internos da empresa contratada, fotografias, vídeos e depoimentos que, segundo o MP, mostram incongruências entre a utilização efetiva dos equipamentos e os pagamentos feitos.
O afastamento foi justificado também para preservar a investigação e evitar interferência na produção de provas, diante da posição de poder político do prefeito e do risco de manipulação de documentos ou influência sobre testemunhas. A decisão impede contato com servidores, movimentação de contas públicas e acesso aos sistemas de controle. Apesar das restrições, o prefeito continuará recebendo o salário; a defesa informou que não acompanha mais o caso e o espaço segue aberto para manifestação.
Além do evidente custo jurídico, o caso acende alerta sobre governança e transparência na administração municipal. Para o Executivo local, a situação complica a rotina administrativa e exige respostas claras sobre contratos e fiscalização. No plano político, o episódio tende a ampliar desgaste para a gestão e impõe pressão sobre o partido e aliados na região, que terão de acompanhar o desfecho das apurações.