A dois dias do primeiro turno das Eleições 2026, a Justiça Eleitoral acelera a fase final de preparação das urnas eletrônicas. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, os equipamentos passam por geração de mídias, carga dos sistemas, testes de funcionamento e lacração antes de seguirem para as seções eleitorais. O roteiro é coordenado pelos tribunais regionais eleitorais, que organizam a logística nos estados.

A operação envolve a distribuição das urnas para milhares de locais de votação — das capitais a comunidades rurais e áreas de difícil acesso — e a mobilização de pontos de transmissão e urnas de contingência. As publicações oficiais do TSE apontam avanço nas etapas, embora o cronograma detalhado de entrega de cada equipamento não seja divulgado publicamente, por motivos de segurança operacional.

Do ponto de vista técnico e institucional, a logística continua sendo a etapa mais complexa do pleito: cada máquina é parametrizada para a seção em que será utilizada, exigindo controle rigoroso da movimentação, inventário e da cadeia de custódia até a abertura da votação. Há protocolos para testes e lacração, mas a amplitude da operação torna decisiva a coordenação entre TSE e TREs.

Politicamente, qualquer problema logístico ou falha operacional nos dias de votação tende a acender alerta e gerar desgaste para a administração do processo eleitoral. A Justiça Eleitoral insiste nas medidas de contingência e controle, mas o equilíbrio entre transparência e segurança operacional será observado de perto por partidos, fiscalizações e eleitores nos próximos dias.