A prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, marcou nova escalada no caso que envolve a compra de ativos do Banco Master. A ação, quarta fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, cumpriu mandados no Distrito Federal e em São Paulo por ordem do Supremo Tribunal Federal. O inquérito apura suspeitas de crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa — acusações que ainda dependem de comprovação judicial.
Nas redes sociais, a deputada Gleisi Hoffmann reagiu ao episódio e afirmou que agora está mais claro quem teria prejudicado Brasília, numa referência direta às negociações que envolveram o BRB e ao R$ 12 bilhões em ativos de risco comprados do Banco Master. A declaração também retoma a narrativa anterior do ex-governador Ibaneis Rocha, que havia imputado a adversários a responsabilidade por dificuldades na tentativa de aquisição do banco privado.
O caso acende alerta para consequências políticas e fiscais: Paulo Henrique Costa foi indicado durante a gestão de Ibaneis, e a investigação amplia desgaste sobre a administração do DF e a governança do BRB. Além do potencial impacto nas contas e na credibilidade do banco público, o episódio complica a narrativa de responsáveis e obligaclarificação por parte das autoridades e dos gestores envolvidos.
No plano político, a repercussão tende a ampliar pressão sobre atores locais e a alimentar disputas eleitorais futuras, já que investigações de alta exposição pública corroem confiança e forçam respostas institucionais. A prisão é um desdobramento processual — não uma condenação — e reforça a necessidade de instrução rigorosa para separar responsabilidade penal, política e administrativa.