O PSD oficializou neste domingo (26) a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República, em convenção nacional realizada na capital paulista. A chapa confirmou o líder da legenda, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente, formalizando a aposta do partido para a disputa de 2026.

No evento, Caiado ressaltou a trajetória política de quatro décadas e fez críticas à polarização entre esquerda e direita, posicionamento que orienta seu discurso de campanha. O ex-governador deixou o comando de Goiás em março de 2026 e tem no currículo mandatos como deputado federal, senador e passagem anterior por disputa presidencial, em 1989.

A oficialização expõe duas consequências políticas imediatas: primeiro, reforça a autonomia do PSD e a disposição do partido em disputar o espaço do centro-direita com candidatura própria; segundo, aumenta a complexidade das negociações para costurar uma frente moderada, ao dividir potenciais apoios e ampliar o leque de interlocutores necessários para formar alianças competitivas.

Para avançar, a campanha de Caiado terá de transformar o capital regional e a pauta de gestão estadual em narrativa nacional, além de atrair siglas e lideranças que deem escala eleitoral. Do ponto de vista prático, a decisão de Kassab e do PSD muda o tabuleiro e obrigará rivais e aliados a recalibrar estratégias, sem garantir ainda desfecho sobre quem polarizará a disputa em 2026.