O PSD oficializou neste domingo (26/7), em evento em São Paulo, a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República, com Gilberto Kassab — presidente da sigla — indicado como candidato a vice. A decisão transformou em chapa formal a costura interna do partido: o palanque reuniu correligionários, candidatos ao Senado, à Câmara e a assembleias estaduais. Mais cedo, Caiado publicou vídeo agradecendo o apoio e convocando para o ato.
A oficialização consolida uma trajetória de mudança: Caiado deixou o União Brasil no início do ano e se filiou ao PSD, que inicialmente tinha três nomes em disputa — ele, Eduardo Leite e Ratinho Jr. Com a desistência de Ratinho, a legenda convergiu em torno do ex-governador de Goiás. A escolha de Kassab como vice reforça a unidade interna, mas não substitui a ausência de apoios visíveis de outras siglas do centro e da direita.
O fato de o PSD ser o terceiro partido a lançar candidata ou candidato ao Planalto, atrás de outras legendas, e de não ter anunciado coligações mais amplas, aponta para um desafio estratégico: ampliar a base eleitoral e viabilizar palanques competitivos em regiões-chave. Sem parceiros, uma chapa nacional tende a enfrentar dificuldades práticas em logística de campanha, captação de recursos e penetração em eleitorados fora do núcleo partidário.
Do ponto de vista político, a oficialização marca o início de uma fase em que a exposição pública e a necessidade de alianças vão testar a capacidade do PSD de transitar para além do palco interno. A chapa dá visibilidade ao projeto de Caiado, mas também acende alerta sobre a necessidade urgente de negociações e de atrair apoios que sustentem uma disputa presidencial efetiva em 2026.