O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, informou que o partido acionará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e apresentará queixa à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) contra a Meta — controladora do Instagram e do Facebook — após uma sequência de problemas técnicos que, segundo a legenda, teriam reduzido o alcance das publicações da campanha de Lula e prejudicado sua presença digital.
Valadares relatou incidentes que teriam começado em dezembro de 2025, quando perfis ligados ao ex-presidente e a setores da esquerda teriam sumido temporariamente dos mecanismos de busca do Instagram e sofrido restrições de localização. No primeiro turno, a conta de anúncios da campanha foi retirada do ar sem justificativa formal; já no início do segundo turno, houve diferenças de desempenho entre publicações. Um levantamento da Secretaria de Comunicação do PT aponta que a página de Flávio Bolsonaro teve, em média, 2,96 vezes mais engajamento mesmo tendo 17,2% menos seguidores. A Meta, segundo o partido, atribuiu os episódios a falhas técnicas.
Além dos relatos de queda nas visualizações em publicações em 8 de outubro e da impossibilidade de impulsionar conteúdos entre os dias 8 e 9, o PT sustenta que a falta de explicações públicas sobre o funcionamento dos sistemas da plataforma dificulta a fiscalização do impacto algorítmico no debate eleitoral. O partido não apresentou, na declaração resumida, evidências independentes de intenção deliberada por parte da empresa, ao passo que a Meta/Instagram reconheceu problemas operacionais em comunicado interno.
Politicamente, a ação no TSE e a queixa à ANPD ampliam a pressão sobre as plataformas e acendem alerta sobre a necessidade de transparência em processos que influenciam circulação de informação em períodos eleitorais. A iniciativa tende a elevar o escrutínio regulatório e a exigir da Meta explicações técnicas e auditorias que possam esclarecer se houve erro sistemático ou falha com impacto assimétrico entre candidaturas.