Em publicação no X nesta quinta-feira (16/7), o secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, acusou a família Bolsonaro do que chamou de “o maior ato de traição da história política brasileira” ao lidar com as tarifas impostas pelos Estados Unidos. Valadares usou a hashtag #TariFlávio e elevou o tom das críticas, afirmando que a atuação do grupo teria privilegiado interesses pessoais em detrimento da defesa da economia e da soberania nacional.
O dirigente petista citou como contraponto iniciativas brasileiras — como o Pix, apontado como referência global, a redução do desmatamento desde 2023 e a defesa da regulação de plataformas para proteção de crianças e adolescentes — para rebater as justificativas americanas, que chamou de “absolutamente falsas”. Valadares também afirmou que o governo de Donald Trump ignorou evidências técnicas ao justificar as medidas comerciais.
Segundo o PT, o senador Flávio Bolsonaro teria apresentado um pedido formal relacionado às tarifas, com objetivo de suspensão temporária; para Valadares, essa iniciativa teria legitimado a pressão externa e sinalizado subordinação a agendas eleitorais e pessoais, além de extrapolar o papel da oposição. A crítica do partido enfatiza que a ação validou informações que, na avaliação do PT, prejudicam a imagem e os interesses do país.
A repercussão coloca risco político imediato à família Bolsonaro: além do desgaste simbólico, a acusação complica sua narrativa como força de oposição e tende a gerar desconforto entre aliados do PL. O episódio acende alerta para a necessidade de esclarecimentos públicos e pode influenciar o debate sobre responsabilidade, alinhamentos e custos políticos em ano eleitoral.