O PT acusou nesta sexta-feira (11/9) o presidenciável Flávio Bolsonaro de adotar discurso contraditório após a quebra de sigilo relacionada a Daniel Vorcaro, no episódio conhecido como caso Banco Master. Em nota e em publicações nas redes, o secretário nacional de Comunicação do partido, Éden Valadares, afirmou que a divulgação dos dados evidencia uma “hipocrisia” da campanha que fala em honestidade e combate à criminalidade.

Valadares lembrou que o senador é alvo de apurações em diferentes instâncias e ressaltou que as investigações correm na Polícia Federal, no Ministério Público e no Supremo Tribunal Federal. O dirigente do PT afirmou ainda que as suspeitas que envolvem o caso — citadas por ele como corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas — transformam a questão em um problema direto para a narrativa do candidato do PL.

Do ponto de vista político, a avaliação petista é que o episódio aumenta o custo eleitoral e complica a estratégia comunicacional que tenta se centrar na moralidade pública. A crítica do PT busca transformar o argumento jurídico em um argumento político: para o partido, a existênciade apurações fragiliza a credibilidade do discurso que aponta a honestidade como diferencial de campanha.

Especialistas e operadores políticos consultados anteriormente por veículos do Congresso costumam ver casos desse tipo como elementos capazes de alterar dinâmica de debates e pressões internas. Resta acompanhar como a campanha de Flávio Bolsonaro responderá às alegações e se as instâncias responsáveis pela investigação avançarão com novas medidas que possam reforçar ou atenuar o impacto político do episódio.