O Partido dos Trabalhadores reagiu com veemência à reportagem de capa da revista Veja que trazia uma suposta delação do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em nota, a legenda afirmou que as acusações não têm comprovação e criticou a publicação por divulgar o conteúdo a duas semanas do segundo turno da disputa presidencial, o que, segundo o partido, configura tentativa de alterar o curso eleitoral em benefício do candidato adversário.

O PT destacou que não existe, até o momento, registro na Polícia Federal do depoimento citado pela revista, nem comprovação de que alguma delação com esse teor tenha sido formalizada ou aceita pelas autoridades responsáveis pela investigação. Com base nessa ausência de registros oficiais, a sigla chamou a matéria de peça eleitoral irresponsável e informou que adotará medidas judiciais para apurar eventuais danos e responsabilizar os autores da publicação.

Além de questionar a veracidade das acusações, o partido associou o vazamento à recente atuação das autoridades na liquidação do Banco Master e à prisão de Vorcaro, sugerindo que a divulgação serviria como retaliação. A nota também levantou dúvidas sobre quais interesses o banqueiro poderia ter numa eventual mudança de governo, apontando para uma leitura política sobre os motivos por trás da divulgação do suposto depoimento.

O episódio reforça o papel central de checagem e documentação em reportagens que tocam o jogo eleitoral. Se confirmadas as alegações do PT sobre ausência de provas ou registros oficiais, a publicação pode ampliar questionamentos sobre métodos de apuração e sobre o uso de informações sensíveis no apagar das luzes da campanha. Do ponto de vista político, a disputa tende a ganhar novo foco judicial e midiático nos próximos dias, enquanto as partes se mobilizam para consolidar versões e minimizar danos eleitorais.