O diretório do PT no Distrito Federal protocolou no Ministério Público Eleitoral, nesta quinta-feira (6), representação contra o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, por suposta propaganda eleitoral antecipada. Segundo a ação, o dirigente teria feito, em discurso na convenção do partido no DF (2 de agosto), orientação prática ao eleitorado — ato vedado até o início oficial do período de propaganda, em 16 de agosto, conforme a legislação eleitoral.

No documento enviado ao MPE, o PT-DF solicita a abertura de investigação e requereu expressamente a preservação integral das gravações da convenção, bem como de vídeos eventualmente publicados em redes sociais. A peça cita a Lei nº 9.504/1997, que delimita os atos permitidos antes do início formal das campanhas e condiciona as convenções à escolha interna de candidatos e à definição de coligações.

Politicamente, a iniciativa amplia pressão sobre a direção do PL e acende um sinal de alerta para a campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro. Mesmo sem julgamento prévio, a denúncia expõe a sigla a questionamentos de ordem formal e reputacional — e pode levar a investigação que, se confirmada, resultaria nas sanções previstas na legislação eleitoral, além de repercussão na disputa por visibilidade em 2026.

A ação foi assinada pelo presidente do PT-DF, Guilherme Sigmaringa Seixas, pela deputada e pré-candidata ao Senado Erika Kokay, pelo pré-candidato ao governo Leandro Grass e por Marivaldo de Castro Pereira, pré-candidato a deputado federal. A reportagem procurou a assessoria de Valdemar Costa Neto, que não respondeu até a publicação; o espaço permanece aberto para manifestação.