Em transmissão ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou neste domingo que "o Brasil não quer ser comandado por milícias" e colocou a mobilização do dia como ponto de partida da reta final da campanha, a cerca de três semanas do pleito. O partido contabilizou, até o momento da live, 1.120 ações em diferentes regiões do país.
Edinho destacou a presença de militância mesmo sob chuva na Avenida Paulista, onde participou de ato ao lado do candidato ao governo paulista Fernando Haddad e do vice-geraldo Alckmin, e agradeceu o trabalho de influenciadores e coordenadores digitais. Ao desenhar o quadro eleitoral, o dirigente transformou a acusação contra supostos vínculos com milícias em elemento de contraste entre projetos políticos.
Além do tema das milícias, o presidente do PT criticou a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que a política de valorização do salário mínimo foi interrompida durante seu governo. A menção a direitos trabalhistas e renda visa reforçar o projeto petista como alternativa com impacto direto na vida do eleitor.
A mobilização e o discurso adotado pelo PT buscam, assim, consolidar narrativa de confronto para as semanas finais da campanha. A estratégia tende a intensificar a polarização e testar a capacidade da campanha de dialogar com eleitores indecisos, enquanto pressiona adversários a responderem às acusações sem, no entanto, transformar afirmações em provas.