O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou ao Correio que o partido mantém posição contrária à redução da maioridade penal, mesmo após declarações públicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha. Valadares enfatizou que a fala de Lula foi tratada como opinião pessoal e não como orientação partidária.
Na entrevista, ele detalhou a reorganização da campanha no segundo turno: a direção optou por “abrir a campanha”, incorporando jovens parlamentares eleitos — “uma geração que entende a disputa digital” — e mobilizando comunidades no WhatsApp, entre elas o chamado “Exército de Lula”, vinculado ao deputado André Janones (Rede-MG).
abrir a campanha
Valadares também disse que o PT tem compartilhado a experiência brasileira com aliados progressistas internacionais, sobretudo sobre como enfrentar as big techs e articular mobilização digital. Para ele, “O maior legado das eleições brasileiras de 2022 e 2026 para o mundo é a demonstração de que é possível derrotar a extrema-direita e o fascismo por meio da participação popular, do voto e da democracia.”
Sobre a gestão do quarto mandato, o secretário destacou a necessidade de autocrítica e disse que a direção estadual e nacional do partido fará avaliações internas — incluindo reunião do diretório marcada para o dia 13 — para tratar erros, prioridades e os desafios de governabilidade e regulação das redes sociais.