O PT notificou oficialmente o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) desde a manhã deste domingo, alegando redução no serviço de ônibus da capital durante o segundo turno. Segundo a legenda, testemunhos e levantamentos estaduais apontam que a frota circulante seria de cerca de 60% — nível equivalente a operação de sábado — quando a Justiça Eleitoral determina disponibilidade plena para garantir o acesso ao voto.

O presidente estadual do PT, Kiko Celeguim, relatou dificuldades de embarque em diversos bairros das zonas leste e norte, com espera de quase uma hora em pontos. Com base nessas informações, o partido requereu ao TRE-SP a regularização imediata do transporte, a extensão do horário de votação nas áreas mais afetadas e, em medida extrema, pediu a prisão do secretário municipal de Mobilidade e Transporte, Celso Jorge Caldeira, por suposta obstrução ao direito de voto.

A Prefeitura de São Paulo respondeu que recebeu notificação do TRE ainda no sábado e que a SPTrans, a partir das 13h32, comunicou as concessionárias dos 32 lotes operacionais, determinando o cumprimento da decisão judicial. O órgão reconheceu dificuldades práticas para ampliar a frota em prazo tão curto, citando reajustes de escalas e rotinas. O TRE-SP, por sua vez, divulgou nota afirmando que até o momento não há registro de ocorrência que comprometa o exercício do voto e orientou encaminhamento de denúncias ao Ministério Público Eleitoral.

Do ponto de vista político, o episódio amplia desgaste sobre a gestão do prefeito Ricardo Nunes ao colocar em evidência falhas na logística de um dia decisivo. A acusação de operação reduzida e o pedido de prisão do secretário elevam a disputa a um nível judicial e simbólico que pode pressionar a prefeitura a respostas mais rápidas — e expõem risco de politização do problema caso o caso siga com reclamações formais ao TRE e ao MP. Resta acompanhar se as denúncias serão confirmadas em relatórios oficiais e se o episódio terá impacto imediato na imagem do governo municipal.