A convenção estadual do PT, realizada em Salvador no Parque de Exposições, oficializou a candidatura do governador Jerônimo Rodrigues à reeleição e confirmou Geraldo Júnior como candidato a vice. O encontro também homologou as postulacões de Rui Costa e Jaques Wagner ao Senado e teve a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sinalizando o peso político da Bahia na estratégia do partido.

Dirigentes e aliados usaram o ato para enfatizar unidade e continuidade administrativa. O senador Otto Alencar, do PSD, afirmou que a legenda está unificada em torno da chapa e elogiou medidas do governo estadual, como a ampliação de escolas em tempo integral e a entrega de hospitais de alta complexidade. A presença de lideranças locais e prefeitos reforçou a tese de que a coalizão pretende consolidar sua base no estado.

Rui Costa colocou como meta ampliar a vantagem de Lula na Bahia, citando a marca de mais de cinco milhões de votos de diferença como referência a ser superada. Com a homologação, a base governista inicia formalmente a campanha no estado, buscando não só a manutenção do governo baiano como também ampliar a representação no Congresso, alinhada ao projeto político nacional do PT e seus aliados.

Do ponto de vista político, o ato reduz o espaço para a oposição e acende alerta para adversários que precisarão disputar um território tratado como reduto estratégico. Ao mesmo tempo, a aposta na continuidade pode expor a aliança a críticas sobre concentrar voto no projeto já estabelecido, caso ele não responda a demandas locais. Para 2026, a mobilização na Bahia representa tanto um trunfo simbólico quanto um desafio operativo: transformar unidade declarada em votos efetivos e em bancadas alinhadas no Congresso.