O PT voltou a tocar o jingle "Rap do Silva" em ato público com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo após decisão do Tribunal Superior Eleitoral que suspendeu a propaganda. No evento, o grupo de dança Machine Street apresentou uma coreografia para a música, que vinha sendo usada como peça de campanha.

A suspensão foi determinada na última terça-feira (1º/9) pelo ministro André Mendonça, a partir de ação apresentada pelo senador e candidato Jair Bolsonaro. O entendimento foi de que a peça não atendia à exigência legal de citar o nome do candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB). A decisão será submetida ao plenário virtual do TSE.

Mendonça limitou a medida à veiculação do jingle específico e não acatou pedido para obrigar a coligação a identificar o vice em todas as futuras propagandas. A peça poderá voltar a ser exibida se for ajustada para incluir Alckmin — algo que não ocorreu no ato deste sábado, quando a versão permanecia sem alterações.

Além do aspecto jurídico, o episódio tem custo político: expõe fragilidade de checagem na produção de material da campanha e entrega argumento aos adversários sobre descumprimento de regras eleitorais. Com a questão ainda pendente no plenário virtual, a coligação terá de decidir entre adaptar a peça ou manter a aposta na repercussão imediata do ato.