A pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida presidencial, com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Na sequência aparecem Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 4%; Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) têm 2% cada. Indecisos somam 10%, e brancos/nulos 8%.

O levantamento simulou ainda quatro cenários de segundo turno. No confronto direto entre Lula e Flávio, o presidente aparece com 43% ante 40% do senador — margem que fica dentro da faixa estimada de erro. Contra Caiado, Zema e Renan, Lula registra percentuais mais folgados (entre 44% e 45%), mas os cenários destacam que a disputa com Flávio é a mais competitiva e suscetível a variações provocadas por indecisos e votos anulados.

Os números pintam um retrato de momento que combina liderança com vulnerabilidade. A vantagem de Lula no primeiro turno é real, mas a diferença curta e o empate técnico em cenário de segundo turno com Flávio sinalizam risco político e reforçam a importância de converter os 10% de indecisos e reduzir a camada de brancos e nulos. Para o segundo colocado, o resultado confirma crescimento e capacidade de mobilização, mas ainda insuficiente para garantir deslanche automático rumo ao pleito decisivo.

A pesquisa, registrada no TSE sob o nº 06773/2026, foi realizada entre 10 e 12 de agosto com 2.004 entrevistas domiciliares (face a face). O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de dois pontos percentuais. O levantamento serve como retrato do momento e acende alerta tanto para a campanha governista — que precisa evitar acomodação — quanto para a oposição, que tem espaço para pressionar por captação de indecisos e alianças estratégicas.