Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira e encomendada pela TV Anhanguera coloca o vice-governador Daniel Vilela (MDB) na liderança da corrida pelo governo de Goiás, com 37% das intenções de voto em cenário estimulado. O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) aparece em segundo, com 20%, e o senador Wilder Morais (PL) marca 12%. Outros nomes somam percentuais inferiores; brancos, nulos e não votariam chegam a 7% e os indecisos a 20%. A pesquisa ouviu 804 eleitores.

O levantamento confirma a vantagem de Vilela também na espontânea (17%), frente a 4% de Marconi e 3% de Wilder, mas chama atenção o retrato do eleitor ainda volátil: 58% dizem ter decidido o voto e 42% admitem poder mudar antes da eleição. Em dois cenários de segundo turno testados, Vilela venceria Marconi por 53% a 28% e Wilder por 56% a 18%, apontando vantagem consistente do emedebista, embora parcela relevante do eleitorado permaneça aberta.

Os números revelam fissuras importantes para adversários. Marconi concentra o maior índice de rejeição entre os citados: 49% afirmam conhecê‑lo, mas não votariam nele, contra 23% de rejeição a Vilela e 22% a Wilder. A saúde é a principal preocupação dos eleitores (37%), seguida por violência (15%), economia (9%), educação (6%) e infraestrutura (6%), temas que deverão orientar campanhas e mensagens. Sobre alinhamento político, 37% preferem um governador independente, 37% um aliado de Flávio Bolsonaro e 20% um alinhado a Lula — sinal de um eleitorado dividido entre independência e polarização.

Do ponto de vista político, a pesquisa acende alerta para Marconi: conhecido, porém com rejeição elevada, o tucano enfrenta dificuldade para recuperar espaço diante de Vilela. Para Wilder, o placar indica presença, mas distância clara do segundo lugar. O resultado amplia a pressão sobre as estratégias de campanha — Vilela precisa transformar vantagem em consolidação junto aos indecisos e aos 42% suscetíveis a mudança; adversários terão de reduzir rejeição e apresentar alternativas claras em áreas sensíveis como saúde e segurança. Em síntese, é um retrato do momento, não uma previsão definitiva, e as próximas semanas serão decisivas para confirmar se a liderança se traduzirá em votos efetivos.